Ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino é condenada a mais 36 anos de prisão
Núbia Cozzolino Redes sociais A ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino foi condenada a mais 36 anos, 11 meses e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, e...
Núbia Cozzolino Redes sociais A ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino foi condenada a mais 36 anos, 11 meses e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, em mais um processo na Vara Criminal de Magé, na Baixada Fluminense. Ela foi condenada por quatro crimes de falsificação de documento público, quatro de supressão de documento público e por organização criminosa. Segundo a sentença, Núbia era líder do grupo. Também foram condenados Bruno Augusto Duarte Lourenço, José Marcos Mota Ramos, Aidê Raquel da Mata Soares Pacheco e Michele Macedo Deluca Alves. De acordo com o Ministério Público, o grupo adulterava documentos de processos judiciais físicos em que Núbia era ré. Peças originais eram retiradas e substituídas por versões falsificadas. Segundo o MP, foram reproduzidas assinaturas de integrantes do Ministério Público e do Poder Judiciário e alterados pedidos, fundamentos e valores dos processos. A decisão é de primeira instância, e os condenados podem recorrer em liberdade. O g1 procurou a defesa de Núbia Cozzolino e aguarda posicionamento. Agora no g1 ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Nubia Cozzolino na Cidade da Polícia presa em 2018 Cristina Boeckel / G1 Outras condenações Em agosto, Núbia já havia sido condenada em outros processos relacionados à falsificação de documentos judiciais. As penas somavam 87 anos, 1 mês e 10 dias de prisão. Os casos também envolviam a retirada de documentos originais de ações civis públicas e de improbidade administrativa e a substituição por versões adulteradas, com mudanças em conteúdo, pedidos e assinaturas de promotores. Segundo as decisões, as fraudes estavam concentradas em processos nos quais Núbia aparecia como interessada ou ré. As investigações começaram depois que a Justiça e o Ministério Público encontraram irregularidades em processos que tramitavam na Vara Cível de Magé. Um juiz chegou a identificar uma decisão com seu nome referente a um período em que ele ainda era estudante de Direito. Durante uma busca e apreensão em um escritório ligado a Núbia, foram encontradas cópias de folhas processuais com treinos de rubricas e assinaturas, segundo a investigação. A defesa de Núbia negou a autoria das falsificações e alegou falta de provas que ligassem diretamente a ex-prefeita às fraudes. A Justiça rejeitou os argumentos. As condenações são de primeira instância e ainda podem ser modificadas por recursos. Nas redes sociais, Núbia afirmou considerar a sentença injusta e questionou pontos da investigação. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.